Olhal Giratório com Rosca: entenda como o ACP-TURNADO aumenta a segurança no içamento de cargas – RUD
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Olhal Giratório com Rosca: entenda como o ACP-TURNADO aumenta a segurança no içamento de cargas

Você já percebeu que, em uma operação de içamento, todo o peso da carga pode ficar concentrado em poucos pontos de conexão?

É exatamente por isso que a escolha do olhal é tão importante.

O olhal giratório com rosca é um ponto de içamento aparafusado diretamente na carga. É nele que são conectados os ganchos, as correntes, as manilhas ou outros componentes da linga. Sua principal função é criar um ponto seguro para levantar, movimentar ou girar uma carga.

A diferença para um olhal comum é que o modelo giratório consegue acompanhar melhor a direção da força. Isso é importante porque, durante o içamento, a carga nem sempre permanece totalmente parada ou alinhada. Ela pode inclinar, girar ou mudar de posição.

Um olhal rígido, quando recebe esforço em uma direção para a qual não foi projetado, pode sofrer cargas laterais perigosas. Já um olhal giratório ajuda a manter o componente alinhado com a direção do esforço, reduzindo esse risco.

Mas atenção: não basta o olhal girar.

Para ser realmente confiável, ele precisa ser normatizado. Isso significa que o produto foi desenvolvido, testado e identificado de acordo com requisitos técnicos de segurança. Um olhal normatizado deve apresentar informações como capacidade de carga, identificação do fabricante, tamanho da rosca, rastreabilidade e critérios de inspeção.

Também deve possuir instruções claras sobre instalação, torque de aperto, direção permitida da carga e condições de uso.

É nesse contexto que se destaca o ACP-TURNADO, da RUD.

O ACP foi desenvolvido para resolver um problema que pode acontecer em olhais giratórios convencionais: o arco pode permanecer em uma posição desfavorável no início do içamento. Quando a força começa a ser aplicada, essa posição pode gerar uma carga transversal sobre o conjunto.

Em outras palavras, o esforço pode “puxar de lado” uma peça que deveria trabalhar alinhada.

Para reduzir esse risco, o ACP possui um mecanismo interno de mola. Esse sistema ajuda o arco a se movimentar e se orientar na direção correta logo no início da operação.

Na prática, o olhal não fica simplesmente parado esperando a carga puxá-lo. Ele reage ao esforço e busca uma posição mais adequada para trabalhar.

Esse diferencial é especialmente importante no momento em que a carga começa a sair do chão. É nessa etapa que podem ocorrer mudanças rápidas de posição, inclinações e esforços inesperados.

O ACP também possui uma articulação giratória que permite acompanhar diferentes direções de carregamento. Isso traz mais liberdade para a montagem da linga e ajuda a reduzir esforços inadequados sobre o parafuso e sobre a base onde o olhal está instalado.

Sua faixa de capacidade vai de 0,7 até 32,5 toneladas, dependendo do modelo, da rosca, da direção da carga e da forma de instalação.

Outro diferencial importante são os indicadores de desgaste integrados. Eles ajudam o responsável pela inspeção a identificar quando o componente apresenta desgaste acima do limite permitido.

Isso facilita a avaliação e evita que a decisão seja baseada apenas em uma análise visual sem referência.

O ACP também possui RFID integrado, que permite identificar o produto eletronicamente e organizar informações como histórico de inspeções, registros de utilização e dados de rastreabilidade.

Esse recurso é muito útil para empresas que possuem vários pontos de içamento e precisam manter um controle confiável dos equipamentos.

Além disso, o ACP trabalha com fatores de segurança de 4:1 e 5:1 e atende ou supera os requisitos da norma norte-americana ASME B30.26.

Isso não significa que o produto pode ser usado de qualquer maneira. Mesmo um olhal de alta qualidade precisa ser corretamente selecionado, instalado e inspecionado.

Antes da utilização, é necessário verificar:

  • a capacidade de carga do modelo;
  • a direção em que a força será aplicada;
  • o tamanho e o estado da rosca;
  • a resistência do material da base;
  • a profundidade do furo roscado;
  • o torque de aperto recomendado;
  • o estado geral do olhal;
  • a presença de deformações, trincas, corrosão ou desgaste.

Também é fundamental respeitar as informações do fabricante. A capacidade indicada pode variar conforme o ângulo de trabalho e a quantidade de olhais utilizada.

O ponto principal é simples: o ACP não é apenas um olhal que gira.

Ele é um componente de engenharia desenvolvido para se orientar melhor durante o içamento, reduzir o risco de cargas transversais, facilitar as inspeções e melhorar o controle do equipamento.

Em uma operação de movimentação de cargas, segurança não depende apenas da ponte rolante, do guindaste ou da corrente. Ela começa justamente no ponto em que a carga é conectada.

E escolher um olhal adequado, normatizado e corretamente instalado pode fazer toda a diferença entre uma operação controlada e uma situação de risco.

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